quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Jânio a 24 Quadros

     Em 1981, Luiz Alberto Pereira produziu o documentário Jânio a 24 Quadros. Este, mostra de forma divertida a vida de um ícone político do Brasil: Jânio Quadros, desde sua ascensão meteórica até a presidência, ao período de silêncio durante o Regime Militar (1964-1985).
     Esse filme pode ser utilizado em sala de aula, principalmente as partes que envolvem trechos da campanha presidencial de 1960.


O filme não está disponível no Youtube, mas está disponível no acervo da UFSC - Universidade Federal de São Carlos e pode ser baixado no link abaixo:

https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/133407/J%c3%a2nio%20a%2024%20Quadros.mp4?sequence=1&isAllowed=y

Bibliografia:

FRANÇA, Andréa. Jânio a 24 Quadros e a Montagem como Farça; UFMG, DEVIRES, BELO HORIZONTE, V. 12, N. 2, P. 52-67, 2015
http://www.fafich.ufmg.br/devires/index.php/Devires/article/download/83/198

Debate Cinematográfico: Terra Em Transe - Reflexões a Cerca do Populismo no Brasil (1946-1964)

     Cumprindo um dos requisitos referentes a metodologia do projeto "História do Brasil Contemporâneo (1889- ) por meio do Cinema, foram realizadas durante o semestre 17.1 preferencialmente para a turma de História do Brasil III, e aberto para turmas de qualquer licenciatura na UFOP.
      O debate do dia 21/06/2017, no ICHS - UFOP, discorreu a respeito do filme Terra em Transe (1967, Gláuber Rocha) e sua relação com os eventos políticos pré golpe de 64:
     Foi utilizado como base teórica, o artigo de Izabella Silva: "O Populismo em Terra em Transe": Debates Sobre um Conceito, de 2015 e publicado pela UFU - Universidade Federal de Uberlândia.
       Depois da exibição do filme foram levantadas algumas questões, como a questão de como o populismo é retratado em Terra em Transe? Como um filme tão denso politicamente conseguiu ultrapassar a censura dos primeiros anos da ditadura? E como os temas tratados no mesmo, podem ser utilizados em sala de aula?


A bibliografia utilizada nos debates está no arquivo zip abaixo:

Que Bom te Ver Viva

     Em 1989 chega aos cinemas o drama/documentario Que Bom te Ver Viva. Com vários relatos de mulheres vítimas da tortura durante o Regime Militar (1964-1985) e seu cotidiano depois das experiencias que envolveram um trauma irrecuperável para as vítimas. Lucia Murat, que também foi presa e torturada, consegue transmitir com maestria todo o sofrimento que as mulheres torturadas passam e passaram.
     Por ser dividido em entrevistas a duração de 122 minutos não é um empecilho para a exibição em sala de aula (de preferência do 3º ano do ensino médio, devido ao teor das entrevistas), em trechos que podem ser livremente escolhido pelo regente em sala de aula.

O filme está disponível completo no Youtube.


Bibliografia:

FERREIRA, Adriana Alexandre. Narrativas de Dor a Partir do Documentário Que Bom Te Ver Viva; UEPB, Guaraciaba; 2014



ABC da Greve

     Ainda na chave dos protestos operários do ABC no final da década de 70, Leon Hirszman começa a gravar o documentário ABC da Greve, que acabou por vir a luz apenas em 1990, devido primeiramente a censura federal que proibiu qualquer tipo de gravação da greve e da morte de Hirszman em 1987 em decorrência do vírus da AIDS.
     O filme contem imagens incríveis sobre a organização dos trabalhadores, a greve e o confronto com a polícia, sendo muito possível a inserção de trechos nas aulas, na mesma vertente de trabalho de Eles Não Usam Black Tie (o tema e o diretor são os mesmos, o que proporciona recursos de fotografia similares entre os dois filmes).
Graças ao compartilhamento de arquivos, o filme está disponível no Youtube:


Bibliografia:

CARDENUTO, Reinaldo. ABC DA GREVE, DE LEON HIRSZMAN: a escrita da história em confronto; ECA-USP, São Paulo; 2010

ALMEIDA; Paula Alves de; Percorrendo o ABC paulista com Leon Hirszman: ABC da Greve e  Eles Não Usam Black-tie; UFRN; Natal; 2014.

Eles Não Usam Black Tie

     Em 1958, Gianfrancesco Guarnieri escreveu para o Teatro de Arena  a peça Eles Não Usam Black Tie, sobre a vida operária e as greves.
     Aproveitando o movimento grevista do ABC de 1979, Leon Hirszman, adapta de forma sensível o drama de uma família que convive com a greve: de um lado Otávio (interpretado pelo próprio Gianfrancesco Guarnieri), líder sindical e favorável a greve e do outro Tião que é contrario as manifestações.
     Usando essa trama de conflitos e imagens da greve, o regente de classe pode exemplificar em trechos do filme o que foi a greve, sendo a sua duração de 122 minutos bem difícil para a sua exibição de forma integral


A película está completa no Youtube:



Bibliografia:

BRAZ, Beatriz Nogueira de Lima D’Angelo;  Leon Hirszman e a Representação da Greve; UNICAMP; Campinas; 2014. 

ALMEIDA; Paula Alves de; Percorrendo o ABC paulista com Leon Hirszman: ABC da Greve e  Eles Não Usam Black-tie; UFRN; Natal; 2014.

Junho, O Mês que Abalou o Brasil

     As manifestações de junho de 2013, indubitavelmente deixaram um legado na nossa política que refletem até hoje. Sendo amplamente mostrados na mídia, os protestos rodaram o mundo e hoje ganham destaque e análises.
     Em 2014, o experiente documentarista João Wainer lançou o filme "Junho, O Mês que Abalou o Brasil", que mostra em detalhes e excelentes imagens os principais fatos que nortearam as manifestações, desde o movimento pela redução da tarifa de ônibus, até os protestos em Brasília contra a corrupção
     É excelente para alguns recortes da história do Brasil república para turmas do 3º ano do Ensino Médio. Como de praxe, esse filme em seus 72 minutos de duração está disponível na internet (dessa vez no vimeo e não no youtube, portanto sem o player aqui no blog) a a bibliografia relativa a ele está aqui no final desse post.
   
Filme:
https://vimeo.com/107877106

Bibliografia:
http://www.portalintercom.org.br/anais/nordeste2015/resumos/R47-1320-1.pdf

domingo, 26 de novembro de 2017

O Arraial

     Animação de 1997, produzida pelo experiente artista Otto Guerra, O Arraial é uma narrativa lúdica e colorida dos eventos ocorridos em canudos. Essa abordagem, aliada a sua duração de 13 minutos, é excelente para turmas de ensino médio e seria uma boa oportunidade para experimentar essa animação em turmas do ensino fundamental. Para menores de 14 anos, o professor deve atentar-se a leve violência gráfica presente no filme, que pode ser sensível aos olhos dos espectadores (e seus familiares). O roteiro do filme e suas informações técnicas estão presentes no site:

http://portacurtas.org.br/filme/?name=o_arraial




Bibliografia:

SANTOS; Alexandre dos Santos, Revoltas Camponesas: Cinema e Ensino de História

http://bibliodigital.unijui.edu.br:8080/xmlui/bitstream/handle/123456789/1828/Alexandre%20dos%20Santos.pdf?sequence=1