O tropicalismo em Macunaíma é evidente pela fotografia do filme, com uma paleta de cores cheia de tons brilhantes de laranja, vermelho e verde, o filme também é repleto de alegorias do seu período de produção: Ditadura militar e contracultura revolucionária. Estrelado por Grande Otelo, Paulo José e Dina Sfat, o filme pode ilustrar algumas aulas com trechos específicos dessas nuances de seu tempo, como as cenas da cidade de São Paulo, gravadas em 1968:
Sinopse:
Macunaíma – Joaquim Pedro de Andrade – Comédia – Brasil – 1969 – Cor – 108min
“No fundo da mata virgem
nasce Macunaíma. Nasce diferente, a mãe acocorada deixando cair o feto preto,
de cabeça. Corre em selvagem alucinação pela mata, de preto virando branco, e
depois deixando o sertão em troca da cidade na companhia dos dois irmãos, Jiguê
e Maanape. Na cidade, estranha e hostil, segue o mesmo caminho zombeteiro,
conhecendo e amando a guerrilheira Ci e inúmeras outras mulheres, enfrentando o
vilão milionário Venceslau Pietro Pietra, na busca de reconquistar a pedra
mágica que herdara de Cy, a muirakitã." - Cinemateca Brasileira
O filme está disponível no Youtube com legendas em francês. Como de costume, o link está no final dessa postagem, junto com as bibliografias que aprofundam essa relação entre Macunaíma (o filme) e a História do Brasil:
Bibliografia:
GUEDES, Wallace Andrioli. Brasil Canibal: Antropofagia e Tropicalismo no Macunaíma de Joaquim Pedro de
Andrade, UFF, Niterói; 2011.
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